Filipe Saraiva's blog

Tecnologia, sociedade e política.

KDE packagers: give some love to Cantor

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python2_select

I have some posts to write about Cantor but first I would like to request a help to KDE packagers of several Linux distros around the world.

I received some mails from users asking “how can I use python in Cantor?” or “where is python support in Cantor?”. Well, python2-backend is available in Cantor since KDE 4.12 release. If you is using KDE >= 4.12 but you can not to use python in Cantor, maybe the package was not build correctly.

python 2 development library (commonly packed as python-devel in some Linux distros) is required to build python2-backend. python 2 is required to use Cantor with python 2.

Then if you are a Cantor user and can not to use Cantor with python, please write a bug report in the bug management system of your distro. You can to put a link in the bug report to this post too.

Anyway, if your distro bring or not bring python2-backend, write a comment below and I will make a table with this information.

Written by Filipe Saraiva

April 24th, 2014 at 12:47 am

Qualis Conferências para Ciência da Computação

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Se preferir vá direto ao documento Qualis Conferências para Ciência da Computação 2012; ou leia o texto para contextualização sobre o tema.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), juntamente com as sociedades científicas das diferentes áreas, mantém um índice de avaliação sobre os veículos de publicação científica utilizados pelos pesquisadores. Esse sistema, conhecido como Qualis, leva em conta uma série de critérios como indexação em bases de dados, fator de impacto, índice H, e outros, para estratificar os veículos que variam, do menor para o maior, entre os índices C, B5, B4, B3, B2, B1, A2, e A1.

É mais comum encontrarmos referências ao índice Qualis quando falamos de periódicos científicos – entretanto, determinadas áreas tem algumas especificidades e o Qualis acaba sendo aplicado também em outros meios de divulgação científica.

Por exemplo, para a área de Ciência da Computação, as conferências podem ter Qualis. O parágrafo abaixo, retirado do Documento de Área 2013 – Ciência da Computação, justifica:

(…) Na área, as publicações submetidas a conferências tradicionais passam por um rigoroso processo de avaliação por pares e os artigos publicados, disponíveis em bases de dados internacionais, são hoje tão importantes para o avanço da área como os melhores artigos em veículos classificados de periódicos. Qualquer pesquisador da área de Ciência da Computação sabe que há conferências de enorme prestígio e que os artigos publicados nos anais dessas conferências são levados em alta conta em avaliações de pesquisa. Há documentos, inclusive do IEEE, enfatizando a importância das conferências para a área.

Eu não sei como funciona nas outras áreas, mas imagino que cada qual deve ter um certo conjunto de conferências cujas características casam com as descritas acima. Mas enfim, a decisão sobre o uso ou não de Qualis em conferências depende de cada área e, se elas não utilizam, deve haver algum motivo – ou não, muito pelo contrário. =)

Para calcular o Qualis das conferências de Ciência da Computação, foi montado um banco de dados com artigos provenientes de aproximadamente 1650 eventos científicos. Esses artigos foram extraídos de repositórios reconhecidos na área, como o DBLP, ACM-DL, IEEEXplorer, BDBComp, e outros. Também foi utilizado o número de citações de cada artigo, dado extraído através do Google Scholar.

A partir desses dados, foi estimado o índice H para as conferências. Há inclusive um site onde é possível pesquisar esse índice para cada conferência da base de dados, o SHINE – Simple H Index Estimation. Com o índice H, aplicou-se os limiares calculados na classificação dos periódicos e, assim, foi possível estratificar as conferências no índice Qualis.

O documento atual da Qualis Conferências para Ciência da Computação data de 2012. Como o anterior foi produzido em 2010, há a perspectiva de que esse documento será atualizado esse ano. Fique de olho na página da Comissão de Área – Ciência da Computação na CAPES pois o documento deverá ser disponibilizado por lá – ou fique atento a esse blog pois escreverei sobre assim que sair a nova versão.

Haverá futuro para o Diaspora?

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Diaspora é aquela rede social que foi financiada via crowdfunding no Kickstarter e fez muito barulho na imprensa do mundo todo por conta do discurso que seus criadores utilizavam: “Diaspora será o Facebook killer”. Mas isso foi em 2010.

Perambulo pelo Diaspora desde a versão de testes, lançada em 2011. Na época você tinha que conseguir um convite para ter uma conta na instância (também chamada de pod) mantida pelo time de desenvolvedores, o joindiaspora. De lá para cá pouca coisa mudou quando falamos em funcionalidades – o que contrasta bastante com as grandes mudanças que ocorreram no gerenciamento do projeto, onde hoje os quatro programadores que recorreram ao crowdfunding para levantar a grana que pagaria o desenvolvimento já não trabalham mais com a plataforma, “doada para a comunidade” há um ano e meio, e que agora depende exclusivamente desta para avançar.

Antes de começar o artigo de fato, quero dizer aos amigos que não me tomem como pessimista ou alguém do gênero – ou pior, como alguém que não acredita que comunidades podem criar e gerir bons projetos de software livre. Eu participo ativamente como desenvolvedor em pelo menos dois projetos comunitários (a saber, KDE e Mageia) e sei que, sim, é possível termos bons projetos baseados em comunidades. Mas o que acompanho do Diaspora, em termos de desenvolvimento, não me deixa muito animado. Por outro lado, talvez os brasileiros que nos últimos meses lotaram o Diaspora possam dar sua contribuição para não deixar a plataforma morrer.

De qualquer forma, caso o Diaspora não decole, ainda temos muitos bons projetos de redes sociais descentralizadas, federadas, em software livre, para podermos migrar.

Diaspora – funcionalidades

Para um projeto que se propôs a desbancar o Facebook, faltam muitas funcionalidades no Diaspora. Basicamente você tem o stream (a sua timeline) com as pessoas que você segue. Você também pode seguir tags – a rede social permite a inclusão delas nos posts. E quando você adiciona alguém, a pessoa adicionada não o segue automaticamente de volta. Sempre que adicionar alguém você colocará o contato em um ou mais aspects – conceito criado aqui, depois copiado como Listas no Facebook ou o Círculos no Google+. Os posts podem ser escritos usando a linguagem de marcação Markdown – não há um editor WYSIWYG para usá-la.

Olhando bem para esse conjunto de funcionalidades, o Diaspora lembra muito mais o Twitter do que o Facebook, porém sem a limitação de caracteres do primeiro.

A partir das funcionalidades presentes, podemos listar as funcionalidades que mais fazem falta no projeto: não há suporte a grupos; não há chat; não há uma API que permita o desenvolvimento de clientes ou outras aplicações que utilizem o Diaspora; as tags não são federadas – portanto você só verá as tags dos perfis que estão no mesmo pod que você; entre outras.

Caramba, não há uma funcionalidade para importar um perfil em outro pod! Ou seja, você tem uma rede descentralizada, mas o seu perfil está amarrado ao pod no qual você o criou até o fim daquele pod. Você conseguirá exportar seu perfil, mas servirá apenas como backup em algum canto perdido do seu HD.

É um tanto decepcionante constatar isso, em especial quando você sabe que em outras redes sociais livres essas funcionalidades estão presentes, ou quando você conhece a história de um famoso fork do Diaspora chamado Diasp0raca.

Esse fork era mantido por um desenvolvedor chamado Pistos. Nenhuma de suas contribuições de funcionalidades foram aceitas pelos desenvolvedores do projeto original, mas Pistos mantinha-as em seu fork e também gerenciava um pod que rodava o seu código – que ficava em http://diasp0ra.ca/. Com o tempo, devido à presença dessas funcionalidades, outros pods adotaram o código de Pistos.

Para resumir, o Diasp0raca tinha grupos, chat, possibilidade de importar os contatos de um perfil, CSS customizável, preview de posts, entre outras funcionalidades. Inclusive ele estava trabalhando em uma API! Tudo isso já funcionava no início de 2012. Mais de dois anos depois, e a única dessas funcionalidades disponível no Diaspora é… o preview de posts.

Pistos acabou rompendo relações com o Diaspora após o anúncio de que os desenvolvedores desta fariam uma profunda alteração no protocolo de comunicação, o que cortaria a comunicação entre diversos pods e outras redes sociais que conseguiam se comunicar com a rede Diaspora (por exemplo, o Friendica), sem qualquer discussão com os desenvolvedores interessados e sem disponibilização de documentação. O hacker chutou o balde e lançou um novo projeto de redes sociais distribuídas, o LiberTree.

Diaspora – gerenciamento do projeto

Como já comentado, o Diaspora começou como o projeto de um pequeno grupo de desenvolvedores – quatro caras. Apesar do desenvolvimento ser livre e colaborativo, o gerenciamento do projeto era bastante centralizado nesse time, e poucas funcionalidades criadas por desenvolvedores externos foram absorvidas pelo projeto.

A impressão que fica é que eles tentaram criar um modelo de negócios no estilo do WordPress, mas não tiveram êxito. Relatório de dívidas quanto à manutenção do pod público (o joindiaspora), a falta de um plano de negócios para captar recursos, a criação de um novo projeto baseado na criação de memes (!!!), e o triste suicídio de Ilya, um dos fundadores, acabaram levando o grupo à decisão de desistirem do projeto e a tomarem a típica atitude de uma empresa que não está mais interessada em investir em um software livre antes desenvolvido por ela: “doaram o projeto para a comunidade”. Era agosto de 2012.

Desde então o Diaspora tem sido gerenciado por um grupo de desenvolvedores reunidos sob a Diaspora Foundation. Seus principais canais de discussão sobre o desenvolvimento da ferramenta são o grupo de e-mails, a wiki, a ferramenta de deliberação loomio, e o repositório do código hospedado no github.

O que sinto ao visitar esses lugares é um projeto ainda perdido, com pouco gás, sem aqueles desenvolvedores que se metem a criar grandes funcionalidades, que dedicam seu tempo a fazer o projeto caminhar de verdade. Claro que o pessoal está trabalhando, e o trabalho deles deve ser agradecido – mas a maior parte são ainda em pequenos detalhes, coisas pontuais diante das necessidades da rede.

Olhe por exemplo a lista de e-mails de desenvolvimento: você pode rolá-la e não verá nada de discussão sobre qualquer funcionalidade que aponte maneiras de implementá-la. Apenas diálogos sobre algo que precisa ser feito, ou propostas de implementações de funcionalidades pequenas.

No loomio também é assim. Há importantes tópicos abertos, mas que tiveram início há muito tempo – vários meses e alguns com quase um ano de idade. Há discussão no período imediato à abertura do tópico, depois ele esfria. Passam-se meses, depois volta um pouco de diálogo, apenas para morrer em seguida.

Enquanto escrevia esse post aconteceu algo que ilustra bem essa situação: compartilhei um merge request no github com código para prover acesso à aplicações de terceiros para o Diaspora – ou seja, boa parte de uma API. O Diaspora precisa disso para facilitar que seus usuários gerem e direcionem conteúdo para a rede. Há um serviço, o PaperBod, que direciona para o Diaspora o stream de sua conta do Twitter, Facebook, ou mesmo um feed RSS. O que ele precisa para funcionar? O seu login e a sua senha! Que dizer de uma rede social cujo discurso é baseado em maior privacidade e controle dos dados pelo usuário, onde você entrega o login e senha do seu perfil para uma aplicação?

Enfim, voltando à API, o desenvolvedor abriu o pedido de merge 5 meses atrás. O código foi dado como terminado por outro desenvolvedor há um mês, seguido de um pedido de revisão. Desde então, não houveram quaisquer manifestações – o código está lá, “flutuando”.

O Diaspora tem pela frente grandes desafios se ele quiser manter-se relevante. Há a necessidade da definição de um protocolo de comunicação que possibilite as diversas funcionalidades esperadas pela rede. Há discussões sobre o uso de protocolos já existentes, como o tent.io, zot2, ou pumpio, por exemplo, mas são discussões antigas, que não definiram a direção que o desenvolvimento deve tomar e que não produziram resultado até o momento.

Por conta dessas indefinições, eu tendo a ver os desenvolvedores do Diaspora como programadores que querem sim ter uma rede social distribuída funcionando, mas que eles não dão a ela uma importância central para o contexto das redes sociais hoje, mais ou menos como os históricos desenvolvedores de software livre encaravam suas aplicações como substitutas para os softwares proprietários que eram comumente utilizados, principalmente no início da história do movimento software livre. Essa atitude true é mais presente, penso eu, nos desenvolvedores do Friendica/Red – basta citar que os desenvolvedores do core dessas redes não tem conta em nenhuma outra rede social. Para eles, o Friendica/Red não é um “acessório”, algo que eles usam em paralelo com as redes centralizadas. Eles são obcecados com privacidade, segurança de dados – o software deles tem que funcionar porque eles não tem alternativa, não estão dispostos a utilizar uma rede social proprietária, centralizada, que terá acesso aos dados deles e de quem eles levarem para lá.

Haverá futuro para o Diaspora?

Apesar do post em sua maior parte apresentar uma visão negativa do Diaspora, essa rede social conseguiu algo que nenhuma outra rede social descentralizada conseguiu – ela tem muitos usuários. Certamente devido ao grande barulho e propaganda que uma rede autodenominada anti-Facebook conseguiu na mídia, mas também por pessoas dedicadas que subiram servidores, colocaram o projeto debaixo do braço, e foram fazer palestras/montar stands/dar entrevistas/participar de reportagens e todo o mais do bom trabalho de promoção que todo ativista de software livre, quando se encanta por determinado projeto, se propõe a fazer.

E sabemos que o que atrai usuários para uma rede social é a presença de outros usuários – que geram conteúdo e atrai atenção para a rede, resultando em mais conteúdo que atrairá a atenção de mais usuários que irão gerar mais conteúdo… e por aí segue.

Existem redes sociais hoje que entregam as funcionalidades mais desejadas que não existem no Diaspora. O Friendica é uma delas, que utilizei por quase um ano, e era ótimo como tudo funcionava bem. Mas acabei saindo porque só me relacionava com outras 2 pessoas. Enquanto isso continuo no Diaspora, mesmo tendo consciência de todo o cenário que descrevi aqui – querendo ou não, lá ainda existe alguma interação.

No final de 2013 um pod brasileiro, o DiasporaBR, foi lançado e enquanto escrevo essa frase ele conta com 6475 usuários. É muita gente. 1% disso dá 64.75 pessoas, com certeza um número muito maior que os atuais desenvolvedores do Diaspora. Se 0.1% desses usuários se tornarem desenvolvedores (6 pessoas e meia =D), com certeza será uma boa arrancada para a rede social.

O que fica para nós, ativistas do software livre, é uma encruzilhada complicada. O Diaspora tem mais usuários, mas se ele não avançar e prover novas funcionalidades, esses perfis serão apenas números sem pessoas por trás. Mas a alternativa de migrar todo esse contingente para uma rede social que funciona hoje, é uma alternativa viável? Se sim, quem está disposto a bancá-la – na forma de disponibilizar servidores e mão de obra técnica?

Novidades no Editor de Scripts do Cantor

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Um post rápido sobre o Cantor antes da última metade das festas de Carnaval.

KDE 4.13 está com as funcionalidades congeladas agora, e tive tempo de desenvolver algumas melhorias para o editor de scripts do Cantor, que estará disponível no próximo lançamento estável do KDE por volta de 16 de abril.

Agora, os backends para Python 2 e Scilab tem suporte ao editor de scripts! Veja algumas imagens:

python_script_editorEditor de scripts do Cantor para Python 2

scilab_script_editor Editor de scripts do Cantor para Scilab

Você pode acessar o editor de scripts via barra de menu Exibir -> Mostrar Editor de Script. O editor é baseado em kate-part, então ele disponibiliza destaque de sintaxe, numeração de linhas, mini-mapa do texto, e todas as outras coisas legais disponíveis no Kate. Você também tem um botão Executar Script que, após pressionado, carrega o script na área de trabalho do Cantor, como pode ser visto nos exemplos.

Há outras novidades também para os demais backends do Cantor. O Editor de Scrips agora carrega o destaque de sintaxe padrão para cada backend – nas versões anteriores, isso não acontecia. E também, se você pressionar o botão Novo, o novo editor já terá o destaque de sintaxe padrão funcionando também.

Estas são as novidades do meu trabalho no Cantor para o KDE 4.13. Eu pretendo melhorar o backend para Python 2 e o editor de scripts em lançamentos futuros.

Mas agora é hora de aproveitar o restinho do carnaval nas festas de rua do Brasil. Feliz Carnaval! ;)

Cantor’s script editor news

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A small blogpost about Cantor before Brazilian Carnival parties.

KDE 4.13 is feature freeze now and I developed some improvements in Cantor’s script editor. It will be available in next KDE stable release around April 16.

Now Python 2 and Scilab backends have support to script editor! See some pictures:

python_script_editorCantor Script Editor for Python

scilab_script_editor Cantor Script Editor for Scilab

You can access script editor in menu bar View -> Show Script Editor. The script editor is based in kate-part, so you have syntax highlighting, line numbering, mini-map, and all cool stuffs from Kate. You have a Run Script button too, so you can just push this button and the script will be load in Cantor worksheet, as you can see in examples.

There is news for others Cantor backends too. Now script editor load default syntax highlighting for each backend – in old versions it did not happen. And, if you push New button, the new script editor will have the default syntax highlighting working too.

It is the news about my work in Cantor for KDE 4.13. I intent improve Python 2 backend and script editor for future releases.

But now it is time to go to Brazilian street parties! Happy Carnival! ;)

Ajude a criar a programação do FISL 15

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O Fórum Internacional de Software Livre (FISL) chega à sua 15ª edição e continua sendo referência para a comunidade de software e cultura livre latino-americana.

Você pode tanto participar da programação do FISL quanto ajudar a criá-la. Diversas modalidades de submissão de atividades encontram-se abertas, e você pode clicar nos links abaixo para saber mais informações.

A Chamada de Palestas foi prorrogada até o dia 27 de fevereiro, mesmo já havendo 413 propostas cadastradas! Esta é a forma de submissão de atividade mais convencional onde você descreve um tema sob qual irá palestrar.

A Chamada para Encontros Comunitários é voltada para comunidades de usuários/desenvolvedores que queiram fazer um pequeno encontro no espaço do FISL. O tempo disponibilizado pode ser um pouco maior que o de uma palestra (até 1 hora e 40 minutos de atividade). Submissões até dia 10 de março.

Uma das melhores atrações do FISL com certeza é o espaço dos grupos de usuários. Se você quer ter a sua comunidade por lá fique atento ao prazo e requisitos da Chamada de Grupos de Usuários. As propostas para participação desse espaço vão até dia 10 de março.

A Chamada para o Workshop de Software Livre (WSL) é o lado mais acadêmico do FISL. Aqui, pesquisadores acadêmicos do software livre, cultura livre, e mais, apresentam resultados de suas pesquisas em painéis científicos divididos por temas. Há diversos tipos de submissão de artigos e o deadline vai até dia 8 de março.

Mandem suas atividades e nos encontramos no FISL! ;)

Open Access na área de Inteligência Artificial

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O movimento pelo acesso aberto à produção científica (também conhecido como Open Access, Ciência Aberta, e outros nomes) já não é novidade há uns bons anos. Desde seu surgimento já tivemos diversos manifestos, lançamentos de revistas específicas que adotam essa política, algumas editoras permitindo a publicação de artigos nesses moldes em revistas convencionais, debates sobre formatos, tentativas de implementação de políticas públicas sobre o tema, sociedades científicas disponibilizando os anais de suas conferências para o público em geral, e mais.

Recentemente a Sociedade Brasileira de Automática (SBA) tornou público os artigos apresentados das edições de 2001 à 2011 do Simpósio Brasileiro de Automação Inteligente (SBAI), importante fórum de pesquisadores da área de automação, inteligência artificial, otimização, robótica, e afins.

Aproveitando esse episódio resolvi começar uma lista, ainda que incompleta, com conferências e revistas de acesso aberto da área de inteligência artificial e suas sub-áreas. O que me chamou atenção é que há um número até razoável de conferências e revistas desse tipo com alto impacto na comunidade de pesquisadores quando levamos em conta o índice Qualis para ciência da computação (extratos A1-A2-B1), que também atribui notas para conferências. Utilizei o índice definido na Avaliação Trienal 2010, pois o índice para conferências da Avaliação Trienal 2013 ainda não foi publicado.

Isso foi uma constatação positiva pois uma das críticas que o Open Access recebe é o baixo impacto de publicações desse tipo quando comparadas à publicações fechadas, já estabelecidas há mais tempo.

Vamos à lista, e se você tiver alguma contribuição favor colocar nos comentários que irei atualizá-la aos poucos:

Revistas

Conferências

Aproveitando o tema gostaria de parabenizar a Association for the Advancement of Artificial Intelligence (AAAI), ex-American Association for Artificial Intelligence, por disponibilizar os anais de todas as suas conferências e ainda apoiar o Journal of Artificial Intelligence Research e o International Joint Conference on Artificial Intelligence. Você pode visitar a biblioteca digital da AAAI e baixar os artigos das revistas, conferências, e relatórios técnicos, ficando exclusivo para sócios apenas os artigos da revista não-científica AI Magazine. Gostei bastante dessa política da entidade e, como a defesa do acesso aberto é um tema caro para mim, pretendo associar-me à AAAI assim que possível.

E você de outra área, já teve curiosidade em buscar por revistas e conferências de acesso aberto em seu campo?

* Importante dizer, a revista Artificial Intelligence, publicada pela Elsevier, não é de acesso aberto. Entretanto, você pode criar um cadastro gratuito na IJCAI e ter acesso ao conteúdo da revista – o que não garante que estes artigos estarão disponíveis sempre.